Litost

Litost [Lee’ – toast]

Litost is a nearly untranslatable Czech word, a state of feeling miserable and humiliated. “Litost is a state of torment created by the sudden sight of one’s own misery,” – The Book of Laughter and Forgetting by Milan Kundera. Litost connects insult to revenge, with desire to strike back at the perceived source of one’s shame.

(Urban Dictionary)

Gosto de palavras assim. Aquelas que quase percebemos o significado mas nunca vamos saber verdadeiramente o que significam porque, na realidade, não nos pertencem. Quase como «saudade».

Também gosto muito desta música, foi assim que me cruzei com o Litost, e acho que faz juz ao significado. (Checkem também o restante trabalho dos Ambassadors, vale a pena e não é só para cortar pulsos)

 

Litost [Lee’ – toast]
Litost

já que insistem

Já sabia que este mundo anda louco, mas esta semana está a dissipar as poucas dúvidas que ainda restavam.

Se a minha condição física o permitisse, hoje saía do trabalho e ia direitinha à praia. Mandava-me em vôo para a areia  e ficava lá estatelada a ouvir músicas assim:

 

já que insistem

(des)actualização

Este blog encontra-se em bloqueio (des)criativo.

Não vejo filmes extraordinários, o livro que ando a ler é assim assim e as séries que gostava muito já acabaram. O meu braço está pior e não posso jogar volei nos próximos tempos, o que me deixa com um humor fantástico. A minha vida corre o risco de mudar radicalmente de um dia para o outro mas também não quero escrever sobre isso.

Até um dia destes.

(des)actualização

música em tempos de cólera

Em jeito de terapia até arranjei paciência para actualizar o meu iPod (tenho um ódio de estimação ao iTunes, pelo que isto é mesmo um sacrifício).

Enfiei para lá umas coisinhas assim mais softs que tenho andado a ouvir a ver se isto cá dentro acalma… de salientar:

José James e o seu jazz avant-garde

 

Bon Iver… Ya, só agora é que achei piada a isto

 

 

 

música em tempos de cólera

o medo

Tenho uns cinco rascunhos de posts sobre o medo. Embora queira muito escrever sobre o assunto, nunca consigo terminar a primeira frase. Então olha, deixo que falem por mim…

Então, admitiu o medo. E admitindo o medo permitia-se uma grande liberdade: sim, podia fazer qualquer coisa, o próximo gesto teria o medo dentro dele e portanto seria um gesto inseguro, não precisava temer, pois antes de fazê-lo já se sabia temendo-o, já se sabia perdendo-se dentro dele — finalmente, podia partir para qualquer coisa, porque de qualquer maneira estaria perdido dentro dela.

(Caio Fernando Abreu. A gravata, in: O Ovo Apunhalado)

É mais ou menos isto, e isto aqui também.

o medo