o medo

Tenho uns cinco rascunhos de posts sobre o medo. Embora queira muito escrever sobre o assunto, nunca consigo terminar a primeira frase. Então olha, deixo que falem por mim…

Então, admitiu o medo. E admitindo o medo permitia-se uma grande liberdade: sim, podia fazer qualquer coisa, o próximo gesto teria o medo dentro dele e portanto seria um gesto inseguro, não precisava temer, pois antes de fazê-lo já se sabia temendo-o, já se sabia perdendo-se dentro dele — finalmente, podia partir para qualquer coisa, porque de qualquer maneira estaria perdido dentro dela.

(Caio Fernando Abreu. A gravata, in: O Ovo Apunhalado)

É mais ou menos isto, e isto aqui também.

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o medo

3 pensamentos sobre “o medo

    1. Estás no sítio certo C., o CFA foi um génio brasileiro, a meu ver um Pessoa mais moderno! Eu vou lendo extractos dos livros na net (detesto ler no pc), porque em PT é mt difícil encontrar os livros dele à venda e são todos caríssimos… mas aí concerteza arranjas pechinchas. Eu recomendo!

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