shitty season

Se ainda fosse fixe usar a expressão “silly season” tinha uma justificação para o post de ontem e, já agora, para este também. Mas dizem por aí que este ano já não é fixe dizer silly season, então venho só dizer que este blog está na shitty season.

E, como tal, só me apetece vir para aqui falar mal das pessoas que me enervam a toda a hora, shitty people por assim dizer. O(s) pseudo-hacker(s) que insiste em tentar entrar no meu facebook, as pessoas mimadas com mais idade que eu que fazem figuras ridículas quando uma das suas vontades não é satisfeita, pessoas que dão opiniões sem eu as pedir: podem ir à merda com um saco roto, s.f.f.? Obrigada.

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shitty season

Hoje fui correr

Mas não é sobre isso que venho escrever, até porque a única conclusão a que cheguei (mais uma vez) é que não sou dada aos desportos individuais.

Mas, adiante… Andava eu a arrastar-me pelo parque quando reparo num casal de teenagers que se devoravam, literalmente e aos olhos do mundo, como se não houvesse amanhã. “Ca ganda nojo!”, pensei eu. Mas segui em frente, gente que me mete nojo vejo eu a toda a hora e tenho mais é que seguir a minha vidinha e deixá-los viver para castigo. Pois bem, ia  eu a arrastar-me ainda mais e a achar que ia cair ali redonda no chão quando, finda a make-out session, vejo a moçoila sacar de um batom de cieiro que ambos, concentradíssimos,  desatam a besuntar nas respectivas beiças. E sim, é isto que na realidade me atormenta. Serei eu uma anormal/anti-romântica/coração de pedra/todas as anteriores, ou este ritual de espalhar labello cor-de-rosa depois de uma sessão de comilanço é mesmo uma coisa muito estúpida?

Hoje fui correr

o problema não és tu, sou eu

« Houve um tempo em que me olhei ao espelho e, confesso, não me reconheci. Vinha cansada de tanto destrate e estava disforme. Olhei de novo e não me reconheci. Nesse dia, assegurei-me de que nunca mais, em toda a minha vida, me contentaria com as sobras fosse lá do que fosse. Por isso, bem vês, o problema não és tu. Sou eu.

 De repente deu-me para ser esquisita e torcer o nariz a restos. Não quero, não gosto, já comi que chegue e cansei-me de esperar pacientemente junto à porta dos fundos que me convidasses para entrar e sentar. Bem vês. O problema não és tu, sou eu. Sou eu quem hoje já não tolera faltas de respeito, esperas sem fim à vista e não aceita menos do que o melhor que a vida tem para lhe dar. Bem vês, o problema não és tu, sou eu.

 O tempo tornou-me exigente. E ensinou-me a partir. Assim, sem mais. Com a convicção de que aquilo que sentimos não justifica [não pode justificar] a forma como somos tratados. Hoje sei que nunca mais ninguém voltará a arrancar-me a pele ou a fazer-me mal, só porque sim. Por isso, bem vês, o problema não és tu, sou eu. Sou eu quem, mesmo correndo o risco de se perder por aí, já não sabe viver de afectos pela metade

Autoria: http://maria-made-in.blogs.sapo.pt/16392.html
Dei com isto pela primeira vez há um ano atrás. Hoje continua a fazer sentido para mim, e acho que vai fazer cada vez mais.

o problema não és tu, sou eu

music mondays

Trago-vos hoje os britânicos Alt-J (∆).

“Lá vem esta armar-se com merdas estranhas, olha que raio de nome!”

Calma, não fujam já! O nome é exótico (obviamente que o triângulo não se lê) mas a música é bastante agradável.  Numa mistura indie, pop e rock é difícil não agradar à maioria dos comuns mortais. Estes senhores têm pernas para andar, e eu espero sinceramente que não desapareçam depois deste fantástico primeiro trabalho.

An Awesome Wave entrou directamente para a minha lista de melhores álbuns do ano (que, mesmo nesta altura do campeonato,  é ainda bastante reduzida).

Favorite tracks (so far):

music mondays

i-isto é ser artista e não é ser porque não é

Este senhor é artista e diz que um dia escorregou num figo, bateu com a cabeça num tanque e com a cabeça na figueira.  Depois caíu-lhe um diospiro em cima da cabeça e é daí que vem a inspiração. Tirando isso não percebi muito mais, talvez porque o projecto que não é um projecto tem um objectivo que não é objectivo, e a sardinha escorregou num guardanapo e foi parar a um balde de lampreias ?!

Adiante…

i-isto é ser artista e não é ser porque não é

nunca mais são 30

“Quando chegares aos 30 isso passa!”

Dizem que as gajas só se sentem verdadeiramente felizes, resolvidas e realizadas lá por volta dos 30 anos. Então vá, adormeçam-me até daqui a cinco ou seis anos, a ver se a coisa muda ou é só treta. É que por este andar não me vejo chegar lá com um parafuso que seja no sítio certo.

E hoje descobri o meu primeiro cabelo branco. Não me incomoda… “Já faltou mais…”

nunca mais são 30

ideias de merda, quem as não tem

Quando caga um português, cagam logo dois ou três

Foi o Santini fugir de Cascais para o Chiado e logo que nem cogumelos nasceram gelatarias artesanais por todo o lado. Depois foram os restaurantes finos mascarados de tascas com cadeiras desirmanadas e copos mais grossos que as lentes dos meus óculos. Agora diz que são as padarias hipsterchics que estão na moda, é umas atrás das outras, que deve ser todos os dias um monte de pão a crescer para açorda que nem sei. Eu também gostava de montar um tipo novo de negócio só para ver logo atrás de mim uma centena de macaquinhos a querer imitar-me, porque quando caga um português cagam logo dois ou três. Podia ser esse mesmo o meu core business (tunga zeinal bava, rói-te) a merda!

Chamava-lhe Cagalhoaria moderna gourmet, com mesinhas de bistrot e toldinhos à’rriscas onde as pessoas podiam adquirir cagalhotos embrulhados em forminhas de queque cor de rosa a preços extremamente inflacionados (até porque por enquanto, cagar ainda é de graça). Depois era ver as matilhas e matilhas de invejosos a seguir-me e a abrir “Cocózarias ideais deluxe”, e “Merdilharias phinas portuguezas” e os canais de televisão a filmar tudo e contratava ex-mulheres de jogadores de futebol para relações públicas e aparecia no telejornal e ganhava merdalhas de empreendedorimo e tinha o Alvarito a querer exportar merda portuguesa pelo mundo inteiro e era lindo, linhas e linhas de montagem de cagalhotos rococó embrulhados em naperonzinhos de papel rendilhado (o valor acrescentado!). E depois eu ria-me e pronto era só isso. Era tão bonito mas não tenho dinheiro por isso aqui fica a ideia para quem a quiser agarrar. De nada.

ideias de merda, quem as não tem