GIRLS – primeiro estranha-se, depois entranha-se

A 30 e picos conseguiu escrever tudo o que eu queria ter tido paciência para dizer sobre a série GIRLS.  Se ainda não conhecem vejam! Pode chocar (embora não haja razões para isso)  ao início, mas é do melhor que para aí anda.

Para os mais preguiçosos, deixo as ideias principais:

A grande coisa (novidade) com GIRLS, ao contrário do que se passava em O Sexo e a Cidade é que estas miúdas não estão tão interessadas em perceber o que é que os homens desejam mas sim em saber o que é que elas próprias querem (tanto a nível sexual como da própria vida, num sentido mais lato).
E se por vezes ainda se sentem presas a estereótipos desta nossa cultura (nossa, também, no sentido lato), isso acontece muito pouco, comparado com aquilo a que estamos habituados e é passado como “normal”, e é geralmente acompanhado de reflexão.

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Mais: A série contraria o estereótipo da beleza instituída e massivamente promovida pela televisão (e todos os massmedia). Hannah é uma miúda cujo aspecto não condiz com o que normalmente vemos nas séries (americanas e não só) sobre – ou com – raparigas (girls).

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Ainda outro aspecto a salientar: estando longe do retrato hiper-glamourizado de raparigas (veja-se Gossip Girl, por exemplo), a série incide sobre a precariedade de uma geração (ou duas, que pelo menos em Portugal isto estende-se também à minha), a impermanência num local de trabalho (se é que se consegue trabalho), a dificuldade acrescentada se se tratar de uma área criativa, e a realização pessoal ao nível das experiências laborais.

Artigo completo aqui: http://30epicos40etal.wordpress.com/2012/09/27/girls-breve-apontamento-que-isto-dava-pano-para-mangas/

GIRLS – primeiro estranha-se, depois entranha-se

‘té ficas paneleiro dos olhos!

Como não há fome que não dê em fartura, depois de largos meses sem pôr os pezinhos no cinema decidi lá voltar, duas vezes, esta semana.

Primeiro, o tão aguardado Balas &Bolinhos 3 – O Último Capítulo. Estupidez natural acima de tudo. Argumento nada por aí além, asneiredo, piadas mais ou menos fáceis e 129 minutos de puro entretenimento em que podemos desligar o cérebro e rir como atrasados mentais.  Claro está, angariamos mais umas citações que ficarão para a posteridade. De salientar: “‘té ficas paneleiro dos olhos!”, “chá de cornos, é o que tu precisas!”, e o já recorrente “você está- completamente f*dido”.

Seguiu-se o Woodyzinho dos meus olhos, To Rome with Love, já a modos que em estágio para daqui a umas semanas. Não me alongo muito, uma vez que a minha opinião em termos woodyescos é muito pouco imparcial. Em poucas palavras: elenco fabuloso (a Ellen Page cresceu comó raio), humor inteligente, e cenário bellisimo!

‘té ficas paneleiro dos olhos!

a caixinha de música

Na viagem pelas primeiras memórias que tenho nossas lembrei-me da tua caixinha de música. Perdi a conta às vezes que, sob o teu olhar atento, lhe dei corda para ver a bailarina deslizar no espelho… Parecia magia, e aquele momento enchia-nos o coração!

Agora já não acredito em magia, e quem precisa de um olhar atento és tu. É pena não não poder dar corda ao tempo… Gostava de voltar atrás para te lembrar da caixinha de música, de que o melhor da vida é simples e não tem preço e, acima de tudo,  de que eu vou gostar sempre muito de ti.

 

a caixinha de música