amanhã

Fala-me um pouco mais,
Era tão bom ficar,
O mal é que eu já não sei quem eu sou,
Eu não sei se eu sou capaz,
De me ouvir.
Fala-me um pouco mais,
Era tão bom subir,
E dar o que eu nunca dei a ninguém.
Sei que é bom teu travo a tudo,
O que é mortal.
Já agora,
Mata-me outra vez.

 

amanhã

desfragmentação

Não era suposto isto melhorar com o tempo?

Aceitar, conformar-me e seguir em frente. Ajudar os outros, sempre, mesmo que isso implique abdicar do meu tempo. Não perder o equilíbrio. Acima de tudo, nunca perder o equilíbrio.

Sei que ias detestar, mas até fiz mais uma tatuagem sobre isto mesmo,  para rever todos os dias as lições que ensinámos um ao outro. Eu sei que estás aí, mas esta ligação utópica não chega. Já chega. Nunca chega.

E eu não consigo aceitar, não consigo ajudar, e até caio muitas vezes.

Sinto-me a desfragmentar e não há ninguém capaz de colar os pedacinhos. Faltas tu.

(E um bocadinho de paz e de sorte também.)

 

Listening to: Sia – Breathe me

desfragmentação

ride

I was always an unusual girl, my mother told me that I had a chameleon soul. No moral compass pointing me due north, no fixed personality. Just an inner indecisiveness that was as wide as wavering as the ocean. And if I said that I didn’t plan for it to turn out this way I’d be lying- because I was born to be the other woman. I belonged to no one- who belonged to everyone, who had nothing- who wanted everything with a fire for every experience and an obsession for freedom that terrified me to the point that I couldn’t even talk about- and pushed me to a nomadic point of madness that both dazzled and dizzied me.

 

 

Who are you? Are you in touch with all your darkest fantasies?
Have you created a life for yourself where you’re free to experience them?
I Have.
I Am Fucking Crazy. But I Am Free.

ride