nós, os de 80

(…)

Somos, então, apelidados de mimados apesar de pagarmos a nossa saúde, não termos direito a crédito para habitação e de não sabermos se teremos reformas no futuro. Somos eternamente “garotos” mesmo que mais velhos do que a idade com que outros, outrora, tomavam grandes decisões. E ouvimos, hora após hora, dia após dia, que somos muito novos para sabermos do que falamos, mesmo quando os argumentos, a justificação e a razão estão do nosso lado. Somos excluídos das decisões, mesmo quando os problemas exigem soluções inovadoras, nunca antes testadas nem sequer pensadas. Recusamos fazer parte de um jogo de soluções aquecidas, frases feitas e demagogia sem alcance.

Esta é a geração que nega a formalidade cívica e democrática, que multiplica as vozes informais nas redes sociais, mas que é incapaz de ter formalmente voz.

O que quero (e acredito que queremos) não é um emprego para a vida, mas um emprego que permita começar uma vida. Não queremos uma habitação adquirida mas sim a liberdade de adquirir (ou arrendar) uma habitação. Queremos ter filhos com a dignidade e a cabeça erguida e não dependendo da ajuda dos avós. (…)

João Pita

 http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/6921/geracao-de-80

Não há muito mais a acrescentar.

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