music mondays

Há bandas que pelo nome e momento em que surgem me tiram a vontade de as ouvir. E depois há acasos que nos mostram que  não, que afinal o nome é hipster e a banda também mas eles até são bem bons.

Foi o que me aconteceu com Crystal Fighters. Do primeiro álbum conhecia uma música engraçada, que é porreirinha mas não me prendeu por aí além, até que um dia destes me cruzei com o novo (que já não é assim tão novo) single completamente por acaso, porque me enganei e abri um link sem querer. E ainda bem! Porque já ouvi  este 2º álbum (Cave Rave) todo e vale muito a pena… E o single You&I acho que vai ser daquelas músicas que não vão sair mais da minha playlist.

 

A culpada por este feliz reencontro foi esta versão acústica, literalmente, numa gruta

 

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Respect

Much love from Portugal José!

about the Trayvon Martin case)

When I was Trayvon’s age I was brutally assaulted by a white man in broad daylight walking on the street I grew up on in Minneapolis.. He provoked me verbally, then jumped out of his car as I walked past + strangled me. I was 14 actually, about to enter high school.. I was assaulted in full view of half a dozen others, all white people, who just watched. In front of my old corner store.. Including the guy who used to babysit me, who was working in the store.. He beat me + no one helped or said a word. This guy was like 3x my size + only stopped when his girlfriend said “all right! You’re bigger than him! Lets go!” Because he was choking me to death.

As I walked away in pain, in shame, helpless, my mom + her boyfriend drove past. We chased the car, got the license plate #.. We lost them on the freeway.. We filed a police report + an officer came to our house 3 hours later. The officer interviewed me, then told me it was my fault for provoking him + that I needed to “watch out” in the future.

End of story.

I love my fans but I am canceling all my shows in Florida

José James (via Facebook)

Respect

music mondays

Esta semana trouxe dois regressos que, infelizmente, não me aquecem nem me arrefecem.

Parece que os Placebo ressuscitaram. Para mim podiam ter continuado a dormir, este single não acrescenta absolutamente nada à carreira deles, a meu ver, completamente banal. Se aparecessem agora com uma música destas passavam-me completamente ao lado!

Pearl Jam. Assunto sensível. Uma das minhas bandas preferidas de todo o sempre que nos dois últimos álbuns não me agradou por aí além. E parece que vamos continuar no mesmo… De louvar o regresso aos ritmos mais pesados, mas para já ainda não me convencem.

 

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analogias

«Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúsio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, bêsta de nora, agùentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalépsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, emfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional,—reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta;

[…]

Uma burguesia, cívica e políticamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavra, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provêm que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro;

[…]

A Justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara a ponto de fazer dela um saca-rôlhas;

Dois partidos monárquicos, sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, na hora do desastre, de sacrificar à monarquia ou meia libra ou uma gota de sangue, vivendo ambos do mesmo utilitarismo scéptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgamando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguêm deu no parlamento,—de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar;[…]»

Guerra Junqueiro, Pátria (1896)

analogias

mini love letter

Amo-te tanto que às vezes quase me apetece chorar. Chorar de alegria, a maior parte das vezes é assim. Mas há dias em que a felicidade de te ter é tão grande como o medo da ínfima possibilidade de que alguma vez assim não seja.

Acho que não te agradeço vezes suficientes por teres entrado na minha vida e lhe teres dado uma volta de 180º, por seres o melhor companheiro, por teres insistido 103923 vezes, e por gostares de mim assim, destrambelhada como sou, todos os dias (os bons e os maus).

Amo-te, ouviste?

mini love letter

afinal ainda não fui

(O regresso do meu smartphone parece que traz de volta a minha criatividade)

Venho aqui dizer que aquela cena do “nunca digas nunca” é mesmo verdade, caso alguém ainda desconfie.

Passei os últimos anos a dizer vade retro aos kindles desse mundo e demais tablets/cenas para ler livros em formato digital.

A mim não me apanham nisso. Eu nunca vou trocar um livro verdadeiro por essa treta. Não tem cheiro. Não dá para sentir o papel nem ficar chateada com os cantos dobrados. Vão matar mais uma indústria. Aquilo não tem piada nenhuma.

Pois sim. Experimentei, quase sem querer,uma aplicação básica  (esta aqui) só porque dizia que tinha alguns livros grátis, e ainda não descolei. Na realidade os livros gratuitos ainda não são muitos (por agora, espero eu), mas aparecem umas coisas interessantes nas quais não contava pegar para já. Comecei com  Les Misérables , de Victor Hugo (só disponível em inglês). Por agora estamos a dar-nos bem, vamos lá ver se isto dura…

 

afinal ainda não fui