Broken

Finalmente um filme de 2013 (é de 2012, mas vá) que sim senhora, gostei mesmo!

Não sei se já disse que, regra geral, prefiro o cinema europeu ao hollywoodesco. Gosto de filmes que mostrem pessoas normais, com vidas normais, onde nem todos são advogados/executivos bem sucedidos, e com toda a tragédia e comédia a que uma vida normal tem direito. E este Broken (que é britânico, btw) tem isso tudo. É um filme simples que mostra como num pequeno bairro encontramos facilmente pessoas boas, pessoas doentes, pessoas más e/ou traumatizadas, e o que pode resultar de toda esta convivência,

Ah! E tem uma banda sonora à altura, a cargo de Damon Albarn (o man dos Blur que aqui participa com os Electric Wave Bureau).

Broken

music mondays – The Great Gatsby edition

Um clássico dos anos 20 muito bem adaptado ao cinema com música do nosso milénio (primeiro estranha-se, depois entranha-se). Acho que, pela primeira vez, gostei tanto do filme como do livro.

E a banda sonora meus senhores… Novidades, arranjos de mestre…Um luxo! Há para todos os gostos, é só escolher!

(ligações para os meus favoritos ou clicar aqui e ouvir tudo de seguida)

100$ Bill – Jay-Z
Back to Black – Beyoncé ft Andre 3000
Bang Bang – will.i.am
A Little Party Never Killed Nobody (All We Got) – Fergie, Q Tip & GoonRock
 Young And Beautiful – Lana Del Rey 
 Love Is The Drug – Bryan Ferry with The Bryan Ferry Orchestra
Over The Love – Florence & The Machine
Where The Wind Blows – Coco O. of Quadron
 Crazy in Love – Emeli Sandé and The Bryan Ferry Orchestra 
 Together – The xx 
Hearts A Mess – Gotye
 Love Is Blindness – Jack White 
Into the Past – Nero
Kill and Run – Sia

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So we beat on, boats against the current, borne back ceaselessly into the past. (Scott Fitzgerald, The Great Gatsby)

music mondays – The Great Gatsby edition

“So, I guess we are who we are for a lot of reasons. And maybe we’ll never know most of them. But even if we don’t have the power to choose where we come from, we can still choose where we go from there. We can still do things. And we can try to feel okay about them.”

The Perks of Being a Wallflower

 

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GIRLS – primeiro estranha-se, depois entranha-se

A 30 e picos conseguiu escrever tudo o que eu queria ter tido paciência para dizer sobre a série GIRLS.  Se ainda não conhecem vejam! Pode chocar (embora não haja razões para isso)  ao início, mas é do melhor que para aí anda.

Para os mais preguiçosos, deixo as ideias principais:

A grande coisa (novidade) com GIRLS, ao contrário do que se passava em O Sexo e a Cidade é que estas miúdas não estão tão interessadas em perceber o que é que os homens desejam mas sim em saber o que é que elas próprias querem (tanto a nível sexual como da própria vida, num sentido mais lato).
E se por vezes ainda se sentem presas a estereótipos desta nossa cultura (nossa, também, no sentido lato), isso acontece muito pouco, comparado com aquilo a que estamos habituados e é passado como “normal”, e é geralmente acompanhado de reflexão.

(…)

Mais: A série contraria o estereótipo da beleza instituída e massivamente promovida pela televisão (e todos os massmedia). Hannah é uma miúda cujo aspecto não condiz com o que normalmente vemos nas séries (americanas e não só) sobre – ou com – raparigas (girls).

(…)

Ainda outro aspecto a salientar: estando longe do retrato hiper-glamourizado de raparigas (veja-se Gossip Girl, por exemplo), a série incide sobre a precariedade de uma geração (ou duas, que pelo menos em Portugal isto estende-se também à minha), a impermanência num local de trabalho (se é que se consegue trabalho), a dificuldade acrescentada se se tratar de uma área criativa, e a realização pessoal ao nível das experiências laborais.

Artigo completo aqui: http://30epicos40etal.wordpress.com/2012/09/27/girls-breve-apontamento-que-isto-dava-pano-para-mangas/

GIRLS – primeiro estranha-se, depois entranha-se